Bradesco inclui funcionários no PRB e mantém homologações com participação sindical

A COE Bradesco/CONTEC se reuniu virtualmente, nesta quinta-feira (29), com representantes das áreas de Relações Sindicais e Recursos Humanos do banco para discutir pautas com impacto direto sobre os trabalhadores. Entre os principais temas estiveram a antecipação da inclusão de empregados no PRB, o banco de horas, a manutenção da participação sindical nas homologações e a implantação da CIPA digital. Participaram da reunião Gladir Basso, coordenador da Comissão, a gerente do Departamento de Recursos Humanos do Bradesco, Silvia Eduara Cavalheiro, membros da equipe de RH e representantes sindicais de diferentes regiões do país. Célia Damas, Eli Rodrigues e Breno Ferreira, diretores do Sindicato, participaram da reunião.
Entre os principais anúncios, o Bradesco informou que vai antecipar para o segundo semestre deste ano a ampliação do PRB para áreas de produtos, alcançando 980 funcionários das áreas de Produtos Varejo e Negócios Digitais, que passarão a seguir o mesmo modelo aplicado aos demais colaboradores. A medida estava prevista inicialmente para 2027. Outro ponto de destaque foi a homologação dos desligamentos. O banco informou que o procedimento passará gradualmente do formato presencial para o on-line, mas continuará sendo realizado com participação sindical em todo o país. Segundo a comissão, atualmente o Bradesco é o único entre os grandes bancos que mantém as homologações com participação dos sindicatos em âmbito nacional. A expectativa é que o novo sistema esteja totalmente digitalizado até 1º de maio de 2027.
“O Bradesco é o único banco que realiza as homologações no sindicato. A mudança será apenas de não fazer presencialmente, mas de forma on-line, mantendo as homologações com os sindicatos em nível nacional. Isso é importante porque a CONTEC cobra há muito tempo que os outros bancos retomem as homologações no sindicato”, afirmou Gladir.
Pelo modelo de banco de horas apresentado, as horas extras poderão ser compensadas em até seis meses e, após esse prazo, eventual saldo positivo será pago no mês seguinte, com o adicional correspondente. A compensação deverá ocorrer por entendimento entre empregado e gestor, sem necessidade de anuência sindical. O COE reforçou que não poderá haver qualquer tipo de pressão para que o trabalhador opte pela compensação ou pelo pagamento das horas.
“O que tem que haver é uma discussão entre o funcionário e o gestor para que tudo ande de forma organizada e sem trazer prejuízos ao funcionário. O sindicato que perceber qualquer pressão fará imediatamente a denúncia junto às Relações Sindicais do banco”, destacou o coordenador do COE.
Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores também defenderam mudanças no modelo de banco de horas. Entre os pontos levantados estão a ampliação da proporção das horas destinadas à compensação e a possibilidade de o empregado escolher entre compensar ou receber pelas horas extras. Até o momento, não houve alteração formal nesses critérios. Pelos exemplos apresentados pelo Bradesco, horas realizadas de segunda a sexta-feira seguem proporção de 1 para 1 na compensação. Aos sábados e domingos, a proporção apresentada é de 1 para 1,5, enquanto nos feriados chega a 1 para 2. Caso não haja compensação, o pagamento considera os adicionais previstos para cada situação.
A CIPA digital também entrou na pauta, com a proposta de substituir a votação em cédulas por um sistema eletrônico, via link enviado ao e-mail dos empregados, com registro dos votos no sistema SAC. Ao todo, 61 dirigentes sindicais de diferentes regiões do país participaram da reunião.
Escrito por Paulo Melo – CONTEC
