Notícias

COE cobra avanços em direitos na primeira negociação específica com o Santander

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), representada por Letícia Françoso, participou, na última terça-feira (14), da primeira mesa de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Santander.

A reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e o banco marcou o início das discussões da pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Durante a negociação, foram debatidas reivindicações relacionadas à ampliação das bolsas de estudo, isenção de tarifas bancárias, melhores condições de crédito, abonos e ausências, além do fortalecimento dos direitos e das condições de trabalho das pessoas com deficiência (PCD’s) e dos empregados que possuem dependentes com deficiência.

A representação dos trabalhadores apresentou situações identificadas diretamente nas bases sindicais, demonstrando as dificuldades enfrentadas no cotidiano pelos empregados com deficiência e por aqueles que necessitam conciliar a rotina profissional com os cuidados de dependentes PCD’s.

Entre as reivindicações debatidas está a criação de um auxílio terapêutico destinado aos empregados com deficiência e aos trabalhadores que tenham dependentes legais nessa condição. Inicialmente, o banco sinalizou resistência à proposta. Após os representantes sindicais apresentarem as demandas apuradas nas bases e detalharem os impactos enfrentados pelos trabalhadores, o Santander se comprometeu a avaliar possíveis alternativas.

“Levamos à mesa situações concretas, identificadas junto aos trabalhadores nas bases, especialmente em relação às dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência e pelos empregados que possuem dependentes PCD’s. Conseguimos aprofundar o debate e demonstrar ao banco a importância de medidas que ofereçam suporte efetivo a esses trabalhadores. Em relação ao auxílio terapêutico, apresentamos a realidade vivenciada pelas famílias e reforçamos a necessidade de avanços. O banco se mostrou sensível aos argumentos e informou que avaliará uma alternativa”, destacou Letícia Françoso.

Ampliação de direito

A pauta apresentada pela representação dos trabalhadores está estruturada em três eixos: manutenção das cláusulas já existentes no ACT, aperfeiçoamento de dispositivos que necessitam de atualização e inclusão de novas reivindicações.

Entre os principais pontos estão a ampliação do programa de bolsas de estudo e a isenção de tarifas bancárias para os funcionários, incluindo as anuidades dos cartões de crédito dos titulares e adicionais. Também foram reivindicadas condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias nas demais linhas de crédito.

As propostas relacionadas às pessoas com deficiência tiveram destaque durante a reunião. Além da criação do auxílio terapêutico, a COE reivindicou a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas ou degenerativas, HIV/Aids ou deficiência. A medida também seria estendida aos trabalhadores que possuem dependentes legais nessas condições.

A pauta prevê ainda a redução de 50% da jornada diária, sem redução salarial, para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais PCD’s, além da prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto.

Além disso, a COE defende prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência.

Outros temas relacionados a abonos e ausências também foram apresentados. O banco recebeu parte das reivindicações para análise e deverá apresentar respostas nas próximas rodadas. Em alguns pontos, entretanto, sinalizou inicialmente dificuldades para avançar nas discussões.

As negociações terão continuidade nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã, quando são esperadas as primeiras devolutivas do Santander sobre as reivindicações apresentadas.

Com informações da Federação dos Bancários de SP e MS